terça-feira, 25 de outubro de 2011

AS PROMESSAS DO SALMO 21

Deus estabeleceu o dia da bonança e o da adversidade com um objetivo bem específico: que o homem nada descubra do que há de vir depois dele "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele" ( Ec 7:14 ). LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre. Introdução Deus estabeleceu o dia da bonança e o da adversidade com um objetivo bem específico: que o homem nada descubra do que há de vir depois dele "No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele" ( Ec 7:14 ). O maior problema da humanidade geralmente fixa-se no dia de amanhã e, Jesus conhecendo esta realidade, instruiu o povo dizendo: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” ( Mt 6:25-34 ). Apesar das escrituras demonstrarem que foi Deus quem estabeleceu o dia da adversidade, muitos tentam se socorrer dos salmos para se livrarem das aflições deste tempo presente, o que transtorna o objetivo primordial dos salmos. Quantas vezes o Salmo 121 foi recitado! Quantas vezes ele foi utilizado como um amuleto! O que motiva as pessoas utilizarem esse salmo em suas orações para adquirirem bênçãos materiais é a falta de entendimento, pois o entendido sabe distinguir as bênçãos eternas das aquisições materiais. Quais as bênçãos de Deus para com os homens? O Salmo 103 contém as bênçãos que Deus quer dar aos homens, pois as enumera e as descreve: Ele perdoa as iniquidades e sara todas as enfermidades do homem ( Sl 103:3 ; Is 53:4 ), ou seja, é Ele quem redime e salva o homem pelo seu amor e misericórdia, etc. No verso 5 do salmo 103, o salmista anuncia em meio as bênçãos de Deus que é Ele que enche a boca do homem de bens ( Sl 103:5 ). Por que os bens do Senhor não estão relacionados com as mãos, mas com a boca? Porque para ‘enriquecer’ o homem ‘enchendo sua boca de bens’ é necessário uma intervenção divina profunda. Da boca do homem natural só procede mentira, engano, pois é disto que fala desde que nasce ( Sl 58:3 ), seu coração é enganoso. Quando o homem é circuncidado por Deus, o coração enganoso é trocado por um novo coração, de sorte que o homem renasce e torna-se uma nova criatura ( Sl 51:10 ; Ez 36:25 -28). Somente com um novo coração dado por Deus sairá abundantemente o bem da boca do homem, pois do que há em abundância no coração disto fala a boca ( Mt 12:34 ). Quando lemos a bíblia, devemos considerar que tudo que o Senhor Jesus ensinou a multidão foi dito por enigmas, parábolas "E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos" ( Mc 4:34 ); "E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?" ( Mc 4:13 ). Se Jesus ordenou para que não se ajunte tesouro na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, seria um contra senso o salmo declarar que a boca cheia de bens faz referência a bens materiais "Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam" ( Mt 6:20 ). Certo é que a ‘bênção do Senhor que enriquece’ não trará bens pertinentes a este mundo, mas ao mundo vindouro, pois a vida do homem não consistes nos bens que possui ( Lc 12:15 ). Cristo, a sabedoria de Deus, é a bênção do Senhor que enriquece "Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça" ( Pv 8:18 ), pois n’Ele não há trabalho, dores, antes Ele é o descanso prometido ( Hb 4:3 ). O que acrescenta dores é o trabalho diuturno do homem, pois foi castigado no Éden com o trabalho árduo, somente comerá do suor do seu rosto tendo dores ( Gn 3:17 ). Seria um carro a bênção do Senhor? Não, pois junto com o carro vêm os impostos, a gasolina, a manutenção, a preocupação, o ladrão, a ferrugem, etc., mas a bênção do Senhor é tesouro que se guarda nos céus, onde a traça e a ferrugem não consomem. Portanto, após acatar o que o apóstolo Paulo recomendou: "Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes" ( 1Tm 6:8 ), visto que aqueles que querem ser ricos neste mundo será acometido de muito trabalho, resta refugiar-nos em Cristo, que é justiça e bem durável “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” ( 1Tm 6:9 -10). Então, qual o objetivo do salmo 121, a quem se aplica as promessas deste Salmo? Ao salmista e rei Davi? Ora, sabemos que Davi era profeta e, que Deus havia prometido a Davi que seu Filho haveria de se assentar sobre o trono das duas casas de Israel “Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi, dizendo: A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração” ( Sl 89:3 -4). As promessas contidas neste salmo apontam para Cristo, pois o objetivo dos salmos é revelar Jesus Cristo o filho de Davi ( Lc 1:69 ), que ao despir-se da sua glória e sujeitar-se às mesmas fraquezas que os homens ( Fl 2:7 ; Hb 2:17 ), buscaria proteção, guarida à sombra de Deus. LEVANTAREI os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. 2 O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra. O Filho de Davi na adversidade confiaria no Deus da sua salvação, e nesta previsão o salmista deixa claro que Cristo sempre faria menção do nome do Senhor: o meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra! “Mas tu és o que me tiraste do ventre; fizeste-me confiar, estando aos seios de minha mãe. Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe. Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude” ( Sl 22:9 -11). Olhando as nações ao redor (montes), em nenhuma delas há socorro, mas em Deus o socorro é bem presente na hora da angustia ( Sl 46:1 ). Monte, outeiro são figuras utilizadas para fazer referencia às nações e os povos, como se lê "E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações" ( Is 2:2 ), ou seja, o profeta Isaías anuncia que, a nação de Israel (monte) se firmará e se elevará acima de outras nações (outeiros), pois concorrerá a Israel todas as nações "Assim virão muitos povos e poderosas nações, a buscar em Jerusalém ao SENHOR dos Exércitos, e a suplicar o favor do SENHOR" ( Zc 8:22 ). 3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará. 4 Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. 5 O SENHOR é quem te guarda; o SENHOR é a tua sombra à tua direita. 6 O sol não te molestará de dia nem a lua de noite. 7 O SENHOR te guardará de todo o mal; guardará a tua alma. 8 O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre. Nesta previsão são enumeradas as bênçãos de Deus sobre o Verbo encarnado: Não deixará vacilar o teu pé – Por que Cristo não vacilaria? A resposta está no salmo 16: “Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura. Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” ( Sl 16:8 -11) - Por confiar no Pai, nunca o Cristo haveria de vacilar ( Sl 91:2 ). O Salmo 16 aplica-se a Cristo conforme o que demonstrou o apóstolo Pedro aos israelitas no dia de pentecostes ( At 2:25 -28); Aquele que te guarda não tosquenejará, eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel. O SENHOR é quem te guarda – Deus promete através da boca do salmista velar, guardar o seu Filho com todo zêlo. Não haveria o menor descuido quanto ao Filho, o Verbo que se fez carne e habitou entre os homens. O Filho jamais ficaria abandonado por neste mundo, pois seria objeto do cuidado de Deus em todos os momentos, mesmo nas horas de angustias e na morte, pois foi do agrado do Pai estabelecê-lo por aliança do povo (Israel) e luz para os que jaziam em trevas (gentios) "Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios" ( Is 42:6 ); "Guarda a minha alma, pois sou santo: ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia" ( Sl 86:2 ); O SENHOR é a tua sombra à tua direita – Deus promete ao seu Filho proteção constante, ou seja, seria a sua própria sombra, tendo em vista que o Filho haveria de invocá-lo "Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas" ( Sl 17:8 ) "Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos" ( Sl 91:11 ; Sl 91:15 ); O sol não te molestará de dia nem a lua de noite – Este verso aponta a investida dos homens e de satanás contra Cristo através de palavras de engano (setas) “Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia” ( Sl 91:5 -6). Nem os homens da religião e nem satanás haveria de demover com palavras de engano o Cristo da sua firmeza, pois a palavra que expressa a vontade do Pai lhe seria escudo e broquel. Cristo estaria protegido debaixo das asas do Pai, o que demonstra que Deus é fiel a sua palavra, o Verbo que se fez carne ( Sl 91:1 e 4 ); O SENHOR te guardará de todo o mal – Cristo foi morto de forma cruel e negaram-lhe justiça, então como pode ter se cumprido este salmo na vida dele? O mal que o salmo fala é da palavra do engano, pois Cristo não pecou, visto que não houve na sua boca o engano "E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca" ( Is 53:9 ; IPe 2:22 ). Por colocar o Pai como refugio, Deus promete ao Filho completa isenção do mal “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda” ( Sl 91:9 -10); Guardará a tua alma – Esta é uma promessa além-túmulo, quando Cristo fosse sepultado "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção" ( Sl 16:10 ); "Para que viva para sempre, e não veja corrupção" ( Sl 49:9 ); "Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (...) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito...” ( Sl 31:1 -5). O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre – Esta promessa remete ao momento em que Cristo seria introduzido no mundo na condição de unigênito de Deus ( Hb 1:6 ), e Deus usou José poderosamente para cuidar de Maria e do menino avisando-o em sonhos para saírem de Nazaré, livrando-o das mãos de Herodes, pois diferente de todo os homens, que entraram neste mundo por Adão, a porta larga, Cristo foi lançado da madre por Deus na condição de porta estreita, porém, seria perseguido ao nascer "Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe" ( Sl 22:10 ; Mt 2:18 ); Já a saída se daria sob a proteção do Pai, visto que triunfantemente antes de morrer, disse: "Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade" ( Sl 31:5 ). Quando no seio da terra Deus não permitiu que a sua alma permanecesse na morte e nem que o seu corpo visse corrupção, visto que foi ressuscitado por Deus dentre os mortos. Veja a proteção que Deus estabeleceu sobre o seu Filho neste Salmo e, se você sentir necessidade de proteção, confie em Deus e lembre-se, a sua vida está escondida com Cristo em Deus, pois você, quando creu em Cristo para salvação, passou a ser um dos seus filhos "Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" ( Cl 3:3 ). Cristo prometeu que estará com os seus seguidores todos os dias da vida até a consumação dos séculos ( Mt 28:20 ), mas a presença de Cristo não exclui as aflições deste mundo ( Jo 16:33 ). O alivio e descanso prometido por Cristo não diz das desilusões e aflições deste mundo, antes refere-se a libertação do pecado proveniente da queda de Adão. Tags: deus, este, porque, homem, depois, descubra, dele, também, nada, adversidade Última atualização ( Ter, 05 de Julho de 2011 10:13 )

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Maldiçao de Familia

Introdução Nestes dias difíceis em que a Igreja enfrenta a invasão das seitas, do ocultismo e da Nova Era, sem contar a crise de integridade, uma nova crise de identidade, se abate sobre o povo evangélico brasileiro. Um dilúvio de novas teologias, fenômenos e práticas espirituais invade a comunidade evangélica, atingindo proporções tais que exigem um posicionamento definido da liderança. O evangelho é simples, mas muitos pregadores estão ensinando outro evangelho que tem trazido divisão no corpo de Cristo - são os ensinos da Confissão Positiva, da Saúde e da Prosperidade, Espíritos Territoriais, Maldição de Família, Cura Interior e uma ênfase excessiva na Batalha Espiritual. A Nova Teologia da Maldição de Família Este ensino diz que muitos problemas que o cristão enfrenta, sem obter soluções adequadas, são devidos a uma maldição que acompanha a família pôr causa das práticas abomináveis a Deus, como a idolatria, feitiçaria ou pacto satânico, etc. Realizadas pôr algum antepassado. Portanto, é necessário descobrir dentro da árvore genealógica o antepassado que tinha o problema. Muitos sãos os textos usados para defender esta doutrina, como em: Êx. 20:5; Lv 26:39; Nm 14:18; 23:8; Dt 30:19. O Significado de Bênção Seria ter um bom emprego, uma boa casa, uma saúde de ferro, um bom carro? O significado bíblico de bênção é estar em comunhão com Deus. Abençoar não é apenas dizer: "Te abençôo em nome de Jesus"- é socorrer os irmãos nas suas dificuldades. (I Jo 3:18; Tg 2:15,16). O Significado de Maldição Dentro do ensino das maldições hereditárias, seria palavras negativas que pronunciamos contra alguém. Seria também - espíritos - que acompanham nossas famílias e objetos de nossos antepassados que temos em casa trazendo todo tipo de desgraça. Biblicamente, poderíamos dizer que a origem de toda a maldição reside no pecado. Maldição é uma sentença que vem da desobediência a Deus (Gn 3:19; Rm 5:12). Maldição é estar longe de Deus, separado do Criador (Êx. 34:1; Dt 27 e 28; Is 28:7-13; 29:1-10; Jr 7:1-15; Ml 1:8-14). Perguntas originadas pela Doutrina Preciso desenhar uma árvore genealógica da família para resolver os problemas da minha vida? Tenho que saber de que maneira determinados assuntos eram ventilados em minha família (violência, adultério, alcoolismo, prostituição, etc.) Qual seria a relação entre meus problemas e os pecados dos meus antepassados? Como posso quebrar uma maldição lançada sobre minha família? E a oração de confissão pelos pecados dos antepassados? É possível uma pessoa colocar uma maldição sobre outra? Conclusão: Este é um ensino que escraviza. Cristãos que antes estavam vivendo uma vida de alegria e dando frutos na obra do Senhor estão agora vivendo em escravidão, pois passaram a pensar que as dificuldades que enfrentam na área emocional, nas tentações ligadas ao sexo, alcoolismo, dinheiro, depressão, doenças ou qualquer outra situação adversa, são resultado dos pecados dos antepassados que hoje, estão afetando sua vida. Ora, estes problemas, enfrentados pelo cristão, têm a ver com o fruto do Espírito e santificação e não com os pecados dos antepassados. O que se atribui a espíritos de alcoolismo, prostituição, homossexualismo, etc., na verdade, segundo a Bíblia, são apenas obras da carne (Gl 5:19-21). É possível vencê-los pôr meio da vida no Espírito (Gl 5:16; I Co 6:9-11). Cristo se fez maldição pôr nós e os efeitos espirituais da rebelião e ódio contra Deus foram totalmente quebrados (Jo 8:32,36; Rm 8:33-39; I Jo 2:1,2; 3:8), e o sangue de Jesus é suficiente para libertação total. Não temos que quebrar mais nenhuma maldição. (Hb 7:25; I Jo 1:7,9; Ap 1:5). Notas 1. Robson Rodovalho. Quebrando as Maldições Hereditárias . Goiânia: Koinonia Comunidade e Edições Ltda , 3 edição , p. 10 2. Idem, p. 10 3. Souza, Autilino Batista de. Tomemos Posse. São Paulo "ABS" Edições Evangélicas, 1992, p. 33 4. Linhares, Jorge. Bênção e Maldição. Venda Nova : Editora Betânia, 1992, 2 edição , p. 8 5. Hickey, Marilyn. Quebre a cadeia de Maldição Hereditária. Rio de Janeiro - ADHONEP, 1988, contracapa. 6. Linhares, Jorge. Op cit, p. 20 7. Gondim, Ricardo, O Evangelho da Nova Era. São Paulo : Abba Press, 1993, p. 113. 8. Idem, p. 113. 9. Linhares, Jorge. Op. cit., p.16 10. Rodovalho, Robson. Op. cit., 28, 29. 11. Hickey, Marilyn Op. cit., p. 51. 12. Gondim, Ricardo. op. cit., p. 111. Autor: Pr Joaquim de Andrade e-mail: joaquimherege@uol.com.br

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CASAMENTO COMO MANTER

Como manter um casamento Quando Deus oficiou o casamento de nossos primeiros pais, Adão e Eva, estabeleceu um plano para todos os casais. Gênesis 2:24 conta: “... deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” A união do casamento seria a mais íntima de todas as relações humanas. Por ela, marido e mulher se tornam uma só carne. “Porque ninguém”, argumenta Paulo, “jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida”. E , escreveu mais: “Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama” (Efésios 5:28 e 29). O casamento é uma união de amor. Foi instituído para satisfazer o profundo anelo implantado na alma pelo Deus de amor – o desejo de dar e receber amor. O amor é oposto ao egoísmo. O egoísmo pensa em si mesmo, busca os seus próprios interesses, busca só receber. Infelizmente muitos casam por motivos egoístas: querem só a sua vontade e o seu prazer satisfeitos. Por isso, casamentos desse tipo nunca são felizes e acabam rapidamente. O amor conjugal deve ser nutrido, fortalecido. Ele deve crescer sempre. A sua chama deve se tornar cada vez mais viva. E isto não vem por acaso. Requer planejamento, requer esforço – incessante esforço através da vida íntima. Alguém disse acertadamente que a vida conjugal é uma escola na qual nunca nos graduamos. No programa de hoje quero apresentar algumas dicas para manter o casamento. A primeira delas é o reconhecimento de cada um dos cônjuges no lar. No plano de Deus o marido é o chefe da família. Deve ser honrado como tal pela esposa e pelos filhos. Mas a esposa é a rainha do lar. E deve estar ao lado do marido na direção do lar. Uma segunda dica para manter o casamento é a fidelidade mútua. O casamento é uma união sagrada e requer estrita fidelidade do marido à mulher, e da esposa ao marido. A ordem é clara: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Essa total dedicação de um ao outro gera confiança e nutre o amor. Inversamente, a infidelidade, seja do homem, seja da mulher, suscita ciúme, ressentimento. Já a terceira dica é o esforço de adaptação mútua. Passados os primeiros dias após o casamento, e iniciada a vida real, começam a aparecer as fraquezas de ambos. O marido vê na mulher pontos negativos com que talvez não sonhasse; e a esposa também vê no marido defeitos que não imaginava... Aí é preciso compreensão, apoio e a busca para valorizar as qualidades, ajudando na superação dos pontos negativos. A quarta dica para manter o casamento é a expressão do amor. Na vida conjugal o amor deve ser expresso por palavras – palavras de apreço pelos esforços do marido, da mulher; palavras em que o amor mútuo é assegurado. Alguns pensam que o companheiro da vida sabe que é amado e não é preciso dizer para o outro. Outros julgam que a expressão de amor é uma demonstração de fraqueza. O amor deve ser expresso por atos, aliviando cada qual o dardo do outro. As primeiras atenções, dispensadas com tão grande satisfação na fase do namoro e noivado, deveriam continuar após o casamento. Se a noiva ou namorada merecia atenção, muito mais digna disso é a esposa. Um presente de vez em quando é uma demonstração de amor correspondido pelo outro lado com um afeto mais profundo. Nisso não é necessário gastar o salário do mês. Até uma bonita flor, se dada com sinceridade, produz o seu efeito. Alguém disse que o amor da esposa floresce como uma flor. E o tempo de fazer isso é enquanto ela vive. De nada valerá, depois da morte, encher o seu caixão de flores e amontoar coroas sobre o seu túmulo. Uma quinta dica para manter o casamento é dar a Deus um lugar na vida do casal. O verdadeiro triângulo amoroso é formado pelo marido, pela esposa e por Deus. Quanto melhor o nosso relacionamento com Deus, tanto melhor será o nosso relacionamento com o companheiro da vida. Deus deve ser o centro da nossa vida, o Objeto de nosso supremo amor. A vontade dEle deve vir em primeiro lugar e deve ser feita com alegria. Então, da divina fonte de toda boa dádiva, receberão, marido e mulher, aquele amor desinteressado e puro, que une, que enobrece, que faz feliz e bela a vida conjugal. No capítulo intitulado “O Segredo de Um Matrimônio Feliz”, do livro “A Ciência do Bom Viver”, lemos: “Só em Cristo é que se pode com segurança entrar para a aliança matrimonial. O amor humano deve fazer derivar do amor divino os seus laços mais íntimos. Só onde Cristo reina é que pode haver afeição profunda, verdadeira e altruísta.” Amigo ouvinte, Deus instituiu o casamento para que fosse uma bênção. Aqueles que preenchem essas condições possuirão o precioso bem de uma união conjugal venturosa. Se estou falando neste momento a um casal que não é feliz, gostaria de dizer, terminando: embora possam surgir dificuldades, perplexidades, nem o marido nem a mulher devem abrigar o pensamento de que sua união é um erro ou uma decepção. Que cada um resolva ser para o outro tudo que é possível. Continuem, relembrem as primeiras atenções e gestos de carinho. Que um anime o outro nas lutas da vida. Procure cada um promover a felicidade do outro. Haja amor mútuo e muita paciência. Então, o casamento, em vez de ser o fim do amor, será como que seu começo. O calor da verdadeira amizade, o amor que liga coração a coração, é uma amostra das alegria

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Bem-aventuranças - O Caráter dos Cidadãos do Céu

Jesus abriu este importante sermão com uma série de oito declarações, pungentes e paradoxais, tradicionalmente conhecidas como as "bem-aventuranças" (Mateus 5:2-12). Elas devem ter caído como raios sobre aqueles ouvidos judeus do primeiro século. Uma fórmula para sucesso mais improvável poderia dificilmente ter sido imaginada. Elas assaltavam cada conceito da sabedoria convencional e deixavam o ouvinte chocado e perplexo. Deste modo, Jesus captura a atenção de sua audiência e insiste no caráter essencial do reino de Deus e seus cidadãos.

O mundo todo, então como agora, estava em busca, diligentemente, da felicidade e tinha tampouco uma concepção de como obtê-la, como os homens de hoje. Não houve surpresa no anúncio de que havia verdadeira bem-aventurança no reino. O choque veio com o tipo de povo que estava destinado a obtê-la.

As bem-aventuranças falam exclusivamente de qualidades espirituais. As preocupações históricas do homem, riqueza material, condição social e sabedoria secular, não recebem simplesmente pouca atenção, elas não recebem nenhuma. Jesus está claramente esboçando um reino que não é deste mundo (João 18:36), um reino cujas fronteiras não passam através de terras e cidades, mas através dos corações humanos (Lucas 17:20-24). Este reino totalmente improvável chegou, conforme anunciado, no primeiro século (Marcos 9:1; Colossenses 1:13; Apocalipse 1:9), porém muitos estavam despreparados para reconhecê-lo e aceitá-lo, assim como estão hoje.

Deve ser notado, ainda mais, que as qualidades do cidadão do reino não somente eram espirituais, mas são virtudes que o homem não receberia naturalmente. Elas não são o produto da hereditariedade ou do ambiente, mas da escolha. Ninguém, jamais, "cai" displicentemente nestas categorias. Elas não acontecem no homem naturalmente, e são de fato distintamente contrárias à "segunda natureza" que o orgulho e a ambição têm feito prevalecer nos corações de toda a humanidade.

Talvez não haja verdade mais importante a ser reconhecida sobre as bem-aventuranças do que o fato que elas não são provérbios independentes, que se aplicam a oito diferentes grupos de homens, mas são uma descrição composta de cada cidadão do reino de Deus. Estas qualidades são tão entrelaçadas num tecido espiritual que são inseparáveis. Possuir uma é possuir todas e não ter uma é não ter nenhuma. E como todos os cristãos têm que possuir todas estas qualidades de vida no reino, eles estão também destinados a receber todas as suas bênçãos; bênçãos que, como suas qualidades, são apenas componentes de um prêmio; um corpo chamado em uma só esperança (Efésios 4:4).

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Em suma, então, as bem-aventuranças não contêm uma promessa de bênção sobre os homens em seu estado natural (todos os homens choram, mas certamente nem todos serão consolados, 5:4) nem de fato oferecem esperança àqueles que parecem cair numa categoria ou noutra. Elas são um quadro composto do que cada cidadão do reino, não somente uns poucos super-discípulos, têm que ser. Elas marcam a diferença radical entre o reino do céu e o mundo dos outros homens. O filho do reino é diferente naquilo que ele admira e valoriza, diferente naquilo que ele pensa e sente, diferente naquilo que ele procura e faz. É claro que, antes, jamais houve um reino como este.

Um reino para os pecadores e os humildes
Tem havido muitas abordagens do conteúdo específico das bem-aventuranças. Muitos sentem que há uma progressão de pensamento evoluindo através delas, que começa com uma nova atitude para consigo mesmo e para com Deus, passa a uma nova atitude para com os outros, e culmina com a reação do mundo a esta mudança radical. Há certo mérito nesta análise e, se tal esquema nítido coincide ou não com a ordem real das bem-aventuranças, as idéias certamente estão ali. Para uma sociedade governada por algumas concepções errôneas sérias do reino de Deus, as bem-aventuranças fazem duas afirmações básicas. Primeiro, que o reino não está aberto aos que se julgam virtuosos e aos presunçosos, mas ao pecador suplicante e vazio que chega procurando por ele. Segundo, que o reino não é para o "poderoso" que obtem o que deseja pela riqueza ou pela violência, mas para uma companhia de homens pacientes, que abrem mão, não somente de suas vontades, mas até dos seus "direitos", em prol das necessidades dos outros.

Ainda que não explicitamente declarado (Jesus não haveria de falar claramente de sua morte até um ano mais tarde, Mateus 16:21), não há nada mais óbvio no seu sermão do que a verdade central do evangelho que a salvação é pela graça de Deus. Aqui o pré-milenarista está palpavelmente errado. Como poderiam homens e mulheres tão famintos de justiça (5:6) e tão necessitados de misericórdia (5:7) encontrar lugar num reino governado por um sistema só de lei? E quem poderia imaginar que cidadãos do reino terrestre imaginado pelos pré-milenaristas haveriam de sofrer perseguição (5:10-12)? A justiça do reino não repousa num sistema de lei, mas sobre um sistema de graça. Seus santos padrões são atingíveis pelos homens pecadores (5:48). De outra maneira, o Sermão da Montanha haveria de ser fonte de maior desespero do que a lei de Moisés (Romanos 7:25).